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DIVIRTA-SE
Os métodos contraceptivos

Por toda a história humana, o homem vem tentando separar o ato sexual da procriação e subseqüente gravidez. Os métodos naturais adotados desde épocas remotas e os métodos de barreira, incluindo as camisinhas feitas com membranas finas de animais ou pele, e os tampões que tem sido utilizados por pelo menos trezentos anos não apresentam segurança.

Apenas no início deste século que foram introduzidos métodos seguros, com os primeiros dispositivos intra-uterinos e a esterilização. Nos anos 60, os métodos hormonais de contracepção tornaram-se disponíveis com a introdução da primeira pílula anticoncepcional oral.

A pílula revolucionou a contracepção. Desde a sua introdução, os métodos naturais de contracepção foram se tornando mais seguros através de pesquisa e os métodos de barreira foram aprimorados e difundidos. A pílula tem sido continuamente melhorada e novos métodos de administração hormonal desenvolvidos, como os injetáveis, os implantes, entre outros.

Os principais métodos contraceptivos
Camisinha feminina
Camisinha masculina
Diafragma
DIU Pílulas
Injetável
Implante
Ligadura
Vasectomia
Métodos de Barreira

Em eras remotas, as mulheres introduziam resinas, folhas, frutos, esponjas e outros objetos na vagina para bloquear o acesso do espermatozóide ao óvulo. Muitos desses materiais tinham forma semelhante ao diafragma de hoje que, embora não tenha a eficiência da pílula e do DIU, também não apresenta seus inconvenientes.

Depois de verificar as medidas do diâmetro vaginal, o ginecologista escolhe o tamanho adequado e ensina a mulher como colocar o diafragma. Ele deve ficar adaptado ao colo do útero, impedindo a penetração dos espermatozóides. Para aumentar a eficácia, deve-se preencher o diafragma com geléia espermaticida. Sua retirada é feita no mínimo 8 horas após a relação sexual.

Totalmente inócuo, o maior senão desse método é a falta de praticidade e a exigência de uma vida sexual programada. O ideal é colocar o diafragma uma ou duas horas antes da relação sexual, para evitar esquecimentos, pressa na inserção e interrupções desagradáveis.

Mais prático que o diafragma, tão eficiente e inócuo quanto ele, é o condom, a popular "camisinha de Vênus". É o método anticoncepcional masculino mais antigo. Os primeiros eram de linho e surgiram em 1564. No fim do século passado, o processo de vulcanização da borracha possibilitou sua maior divulgação.

Inicialmente foi usada borracha pura, a seguir com látex e na década de 60 apareceram as camisinhas de plástico descartáveis, com a aplicação de lubrificantes, em geral à base de silicone.



A Camisinha Masculina
A camisinha é uma capa de borracha muito fina, descartável, que é desenrolada sobre o pênis ereto, momento antes do ato sexual. Serve para impedir a passagem dos espermatozóides para o útero, o esperma fica retido dentro da camisinha. Para maior segurança, é muito importante retirar a camisinha ainda com o pênis ereto. A camisinha é utilizada, principalmente, na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, tais como gonorréia, sífilis e AIDS.



A Camisinha Feminina
A camisinha feminina é uma alternativa para a mulher no controle de sua proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e gravidez. O preservativo descartável em material resistente, macio e transparente, reveste a vagina e deve ser usado pela mulher durante a relação sexual. A mulher pode inseri-lo até 8 horas antes da relação e não é necessário a retirada do preservativo imediatamente após o ato sexual.



O Diafragma
O diafragma é uma tampa de borracha ou de silicone flexível, que a mulher mesmo coloca, no fundo da vagina, momentos antes da relação sexual. O diafragma impede que o espermatozóide atinja o útero e deve ser retirado depois, de no mínimo, 8 horas da ejaculação. Normalmente, é utilizado juntamente com algum espermaticida que aumenta a sua segurança. Mas, só deve ser utilizado sob orientação médica que lhe indicará qual o tamanho apropriado.

Método Mecânico

DIU
O DIU é um dos métodos anticoncepcional mais usado. O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) é um dispositivo colocado dentro do útero para prevenir a gravidez. Apresenta-se com uma haste vertical envolvida por um filamento de cobre e dois braços laterais flexíveis que possuem pequenas saliências arredondadas. A ação contraceptiva do DIU é baseada na liberação de sais de cobre pelo filamento que reveste a haste.

Estes sais, em contato com o ambiente uterino, funcionam como espermaticida, matando ou, pelo menos, imobilizando os espermatozóides na cavidade uterina. Dessa forma os espermatozóides não conseguem chegar até as trompas, e tampouco unirem-se ao óvulo. Dependendo da quantidade de cobre existente no DIU, ele vai ser mais eficaz e seu tempo de uso (permanência no útero) poderá ser mais prolongado, de acordo com a orientação do fabricante. O tempo médio de permanência do DIU no útero é de cinco anos.

Os efeitos indesejáveis do DIU são de ordem local (genital), podendo ocorrer sangramento fora do período menstrual ou aumento do fluxo sangüíneo.

Também foi registrado aumento das cólicas, facilmente controlável com analgésicos e antiespasmódicos. A expulsão do DIU é relativamente freqüente, sobretudo nas mulheres que não tiveram filhos. Nesse caso, pode-se inserir um novo DlU. As infecções e inflamações pélvicas são raríssimas, assim como a perfuração uterina, causada por colocação inadequada. O DlU não altera a fertilidade da mulher, nem pode ser relacionado com maior incidência de câncer genital.

Métodos Hormonais
Os métodos hormonais apresentam subitâncias sintéticas (estrogênios e progestagênios) com propriedades semelhantes aos hormônios naturais produzidos pelo organismo, que inibem parcialmente a hipófise (uma glândula que se localiza na parte da base do cérebro). Desta forma impedem que ela secrete os hormônios responsáveis pela estimulação dos ovários, bloqueando a ovulação.

Ao mesmo tempo, o progestagênio age sobre o muco cervicaI que se torna espesso e opaco. Sua viscosidade aumenta, dificultando a ascensão dos espermatozóides. Outro efeito da pílula é a modificação do endométrio (mucosa uterina) que praticamente torna impossível a nidação do óvulo no útero. Há indícios de que os anticoncepcionais orais diminuem também a motilidade das trompas.


PÍLULA COMBINADA
O método de contracepção reversível mais confiável é a pílula. O tipo mais usado é chamado de pílula combinada. Essa pílula contém dois tipos de hormônio que são muito similares aos hormônios naturais que são produzidos no organismo da mulher.

Quando você toma a pílula, os óvulos nos ovários não conseguem se desenvolver e emadurecer, então a ovulação não ocorre. Tem que ser tomado um comprimido todos os dias durante 21 ou 22 dias. Não é tomado nenhum comprimido durante os próximos seis ou sete dias. Geralmente ocorre um sangramento vaginal durante esses dias sem a pílula. Esse sangramento é parecido com a mesntruação normal, mas geralmente, tem a duração mais curta, fluxo menor e é menos doloroso.

Depois dos dias sem a pílula, você deve comecar uma nova cartela de pílula, mesmo se o sangramento ainda não tiver terminado. Atualmente, mais de 60 milhões de mulheres no mundo estão usando a pílula. Apesar de muitas crenças, geralmente infundadas, de que a pílula é prejudicial á saúde, isso não é verdade.

Na verdade, tem sido mostrado que a pílula é beneficia a saúde em vários aspectos. O ciclo torna-se mais regular, o sangramento é menos doloroso e o fluxo é menor. Queixas relacionadas á pele, tais como acne, podem desaparecer. E a pílula Também protege contra o câncer de útero e de ovário e contra o inchaço dolorido das mamas.

Nos primeiros meses de uso da pílula, você pode ter algumas queixas mínimas, como sangramento no meio do ciclo, náusea, dor de cabeça ou sensibilidade mamária. Isto ocorre porque seu organismo tem que se acostumar aos hormônios da pílula, e essas queixas geralmente desaparecem depois de alguns meses. Você deve procurar se médico se quiser começar a usar a pílula, uma vez que não é adequada para todas as mulheres. Também são necessários exames médicos regulares. Como já foi dito, a pílula é método de contracepção muito confiável.

PÍLULA DE DESOGESTREL
É a última geração de pílula anticoncepcional, pois ela é composta apenas de um hormônio. É uma pílula moderna, que, através de uma baixa dose de hormônio, chamado desogestrel, alcança uma eficácia contraceptiva igual à das pílulas combinadas. Seu uso é contínuo e não há pausa entre as cartelas. Terminada a 1ª cartela, inicia-se imediatamente outra. Deve ser iniciada entre o 1º e o 5º dia do período menstrual e somente nos 7 primeiros dias é necessário o uso de um método de barreira, por exemplo, um contraceptivo. É um método muito confiável.

MINIPÍLULA
As minipílulas são pílulas que contém somente um tipo de hormônio: progestagêno. Diferentes da pílula de desogestrel, são usadas somente por mulheres que estão amamentando, uma vez que a amamentação isolada tem um fator de proteção contra a gravidez não muito confiável. Mas quando combinada com o uso da minipílula, a mulher ganha a proteção contraceptiva da amamentação e da minipílula, garantindo com isso uma proteção mais eficaz.

Seu uso é contínuo (1 comprimido por dia enquanto estiver amamentando) e deve ser tomada mais ou menos 40 dias após o parto, geralmente quando vai iniciar as relações sexuais, devendo-se também usar um método de barreira nos primeiros dias, por exemplo, um preservativo. Ao parar de amamentar, a mulher deve procurar orientação médica para que seja indicado um novo método contraceptivo. Se a mulher usar somente a minipílula como método contraceptivo e não estiver amamentando, existe um grande risco de engravidar.

Quando tomar a minipílula é um risco:

  • em caso de gravidez ou suspeita de gravidez;
  • na presença de varizes ou de doenças tromboembólicas;
  • em mulheres fumantes com mais de 35 anos de idade;
  • na hipertensão arterial (pressão alta);
  • nos casos de câncer;
  • no caso de diabete;
  • na insuficiência hepática;
  • nas doenças cardíacas;
  • nas doenças renais crônicas;
  • na epilepsia;
  • em caso de enxaquecas;
  • durante a lactação;
  • em caso de hemorragias vaginais não-menstruais;
  • se houver alta incidência de gordura no sangue;
  • quando não se está amamentado.

INJETÁVEL
O injetável é uma injeção à base de hormônios femininos e assim como a pílula é um método eficaz. Alguns injetáveis são usados com aplicações mensais e outros, trimestrais.

Os hormônios injetáveis (progestagênios) oferecem inúmeras vantagens como anticoncepcionais. Têm eficácia tão alta quanto a da pílula, independente do ato sexual, não suprimem a lactação e sua administração é fácil. Tendo ação prolongada, para garantir seu efeito contraceptivo, são necessárias apenas de duas a quatro injeções intramusculares por ano. O progestagênio injetável mais usado é o acetato de medroxiprogesterona "MPA". Seu mecanismo é semelhante ao da pílula, bloqueia a ovulação.

A desvantagem maior desses hormônios injetáveis reside no fato de alterarem com certa freqüência o ciclo menstrual, principalmente durante os primeiros meses de uso. Em algumas mulheres, causam amenorréia (suspensão da menstruação). Em outras, modificam a duração e o intervalo entre as menstruações. Para corrigir tais distúrbios, administram-se estrogênios. A maioria das usuárias do acetato de medroxiprogesterona aumenta de peso.

Não existem evidências de que o MPA possa provocar câncer ginecológico em seres humanos. No Brasil, esse método anticoncepcional é pouco utilizado.

IMPLANTE
O implante é um bastonete que libera progestagênio lentamente durante um período prolongado podendo proporcionar contracepção por 3 a 5 anos após a implantação subcutânea. A inserção do bastonete é bem simples e fácil, deve ser colocado pelo seu médico.

Quanto aos implantes subcutâneos, eles consistem em um tubinho de silástico (um plástico flexível), contendo acetato de medroxiprogesterona, que é introduzido no antebraço, na espádua ou na nádega. O hormônio é liberado paulatinamente e seu efeito anticoncepcional permanece durante um ano ou mais.

Esterilização

A esterilização voluntária é o método de prevenção da gravidez mais difundido no mundo inteiro. Mais de 90 milhões de mulheres e homens já se submeteram a esse processo. Sua maior desvantagem hoje discutível é a irreversibilidade, o que impediria ao casal de voltar a ter filhos, caso o desejasse.

Atualmente, quando a cirurgia é praticada com os devidos cuidados e técnicas mais avançadas, a operação é reversível com 70% dos pacientes. São estatísticas animadoras, mas não garantem o retorno da fertilidade. Portanto, o casal deve escolher esse método somente se estiver com a família definitivamente constituída.

LIGADURA TUBÁRIA
A esterilização feminina consiste na Iigadura ou obstrução das trompas de Falópio (dos 2 tubos que conduzem os óvulos dos ovários até o útero). As técnicas cirúrgicas utilizadas são várias e nem sempre de fácil compreensão para o leigo.

Saiba, porém, que antigamente era necessário fazer uma incisão de cerca de 7 cm no abdômen (laparotomia) para atingir as trompas.

Nos últimos anos, passou a ser empregado outro processo: a laparoscopia. Esse nome deriva de laparoscópio, um aparelho óptico, usado também para diagnósticos, pelo qual o ginecologista pode visualizar as trompas. Efetuam-se uma ou duas incisões de 1 cm, à altura do umbigo, e realiza-se a laqueadura. A operação tem recuperação rápida e a mulher pode voltar para casa no mesmo dia ou no dia seguinte.

Outra alternativa é a minilaparotomia, com uma incisão logo acima do púbis, de 2 a 3 cm de extensão. Requer no máximo dois dias de hospitalização.

VASECTOMIA
A esterilização masculina é feita pela vasectomia. Consiste na secção e bloqueio dos canais deferentes, responsáveis pela condução dos espermatozóides.

Através de uma pequena incisão na região escrotal, os canais são identificados, a seguir, seccionados, amarrados, submetidos a coagulação ou simplesmente grampeados.





 
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